Livro debate expressionismo

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Estilo forjou uma explosiva aproximação entre correntes ideológicas e propostas estéticas opostas

Um capítulo da história da modernidade estética: debate sobre o expressionismo – Carlos Eduardo Jordão Machado;  Editora Unesp,  360 páginas, R$ 68

Um capítulo da história da modernidade estética: debate sobre o expressionismo – Carlos Eduardo Jordão Machado;
Editora Unesp,
360 páginas, R$ 68

O expressionismo forjou uma explosiva aproximação entre correntes ideológicas e propostas estéticas opostas. Em Um capítulo da história da modernidade estética: debate sobre o expressionismo, Carlos Eduardo Jordão Machado reconstrói o expressionismo como a expressão mais acabada do complexo entrelaçamento entre vanguardas artísticas e movimentos políticos na Europa das décadas iniciais do século XX, sobretudo na Alemanha, situando o pensamento estético de Georg Lukács, Ernst Bloch, Theodor Adorno e Bertolt Brecht. Nesta segunda edição, lançada pela Editora Unesp, o autor inclui um novo capítulo que aborda a polêmica entre Adorno e Lukács e outros textos.

Além das posições dos marxistas em língua alemã do século XX, a obra discorre sobre o Congresso dos Escritores pela Defesa da Cultura, a criação da revista Das Wort, a exposição Arte degenerada e o próprio debate, retomando grande parte das intervenções significativas, sobretudo as de Brecht, Lukács e Bloch. “Como na publicação anterior, reproduzimos algumas obras de arte presentes nessa mostra, organizada pelos nazistas em 1937, entre elas dois quadros de Lasar Segall”, afirma o autor.

Com isso, Machado pretende chamar atenção, antes de tudo, para o caráter político do debate e não apenas para o fato de alguns representantes significativos das vanguardas históricas como Marinetti, G. Benn, E. Nolde e outros terem se comprometido com o nazifascismo, que tomou de assalto a Europa a partir dos anos 1920. “Pretendo, sobretudo, ressaltar também o erro histórico dos comunistas, hegemônicos na revista Das Wort, ao reduzir a quase totalidade do que foi produzido de mais avançado pelas vanguardas e pelo expressionismo alemão, em particular, ao ‘caso Benn’.”

Para Machado, ao confrontar as posições estéticas de Adorno e Lukács, fecha-se um ciclo histórico. “Ou melhor, demarcamos um capítulo da história da modernidade estética desde Espírito da utopia, de Bloch, até Teoria estética, de Adorno”. Nesta edição, foram ainda introduzidos os artigos: de Lukács, o inédito “Discurso proferido por ocasião do funeral de Bertolt Brecht” e “Em memória de Hanns Eisler”; e de Adorno, o ensaio “Reconciliação extorquida”.

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Sobre o autor
Carlos Eduardo Jordão Machado é professor de História da Filosofia na Faculdade de Ciências e Letras, da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Câmpus de Assis. É mestre em Filosofia pela USP (1991) e doutor pela Gesamthochschule Universität Paderborn (1997).

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Mais informações sobre os livros publicados pela Editora Unesp: <www.editoraunesp.com.br>.

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