Obra completa, de Raduan Nassar

© Paulo Pinto/Fotos Públicas

Artigo discute as vozes insurgentes que ecoam em seus textos

Nos últimos dias, tenho observado uma série de queixas nas redes sociais e em lugares mais ordinários sobre as intempéries que se abateram sobre o Brasil e outros lugares ao redor do mundo: da prática política brasileira à morte de determinadas celebridades; da demissão de alguns profissionais midiáticos ao preço alto dos combustíveis; da Síria devastada ao assassinato de um jovem estudante por seu pai por se rebelar contra a “ordem” estabelecida. Há, no entanto, os que enxergam algumas alegrias em meio às trevas desse famigerado ano – aquelas alegrias difíceis, como nos fez saber Clarice Lispector, mas alegrias… No último mês de 2016, por exemplo, chegou até as minhas mãos Obra completa, do escritor Raduan Nassar.

Supondo-se que todo homem seja portador de uma exigência ética, não há como estar de acordo com a dominação de uns sobre outros. Penso, como muitos, que seja possível imaginar caminhos diferentes para as relações entre indivíduos e entre povos, e penso mesmo que não existe nada mais belo e comovente do que perseguir utopias. (Raduan Nassar)

O leitor que já conhecia o romance Lavoura arcaica (1975), a novela Um copo de cólera (escrita em 1970 e publicada em 1978) e Menina a caminho (uma coletânea de contos escritos entre as décadas de 1960/1970 e publicada somente em 1997) tem agora em Obra completa o que o próprio autor designou como “Safrinha”: dois contos e um ensaio, intitulados, respectivamente, de O velho, Monsenhores e A corrente do esforço humano.

Não seria nenhuma novidade afirmar que os textos de Nassar, especificamente, os três primeiros livros, estão na contramão de um sistema arcaico e bastante petrificado que hierarquiza as relações entre determinados sujeitos. Dito de outro modo, essas relações de poder estabelecidas histórica, cultural e socialmente: pai e demais membros familiares; homem sobre a mulher e outros atores sociais mais fragilizados; o forte que subjuga o mais fraco; a constante violência simbólica à qual muitos estão submetidos diuturnamente.

E como Nassar desestabiliza essas relações instituídas cujo poderio pertence apenas a um? André, personagem de Lavoura arcaica, desafia o patriarca da família, Iohána, demonstrando que outros discursos, além dos do pai, são possíveis; desmantela toda a estrutura familiar ao entregar-se à paixão incestuosa por Ana, sua irmã; põe a nu as angústias e dores de todos os membros da família – a começar pela mãe (personagem sem nome – apenas mãe –, indicando sua completa inexistência no que diz respeito a ter direito a voz que ecoe no interior da casa) até chegar a Lula, o filho mais jovem – por estarem subjugados pelo pai.

O herói da narrativa denuncia, conforme se observa no excerto, esse pai opressor que assola os ombros de todos, com o discurso-sermão, tal como uma espécie de pedra sem polimento. A derrocada da família dá-se quando o patriarca descobre, por intermédio de Pedro, o irmão primogênito, a relação incestuosa entre André e Ana; esta é assassinada pelo pai com um alfanje, na tentativa última de preservar a família, eliminando o demônio do incesto de sua casa. Intento, no entanto, fracassado, pois ao tentar reestabelecer a ordem, acaba por arruiná-la definitivamente.

“Pedro, meu irmão, eram inconsistentes os sermões do pai”, eu disse de repente com a frivolidade de quem se rebela, sentindo por um instante, ainda que fugaz, sua mão ensaiando com aspereza o gesto de reprimenda, mas logo se retraindo calada e pressurosa, era a mão assustada da família saída da mesa dos sermões; que rostos mais coalhados, nossos rostos adolescentes em volta daquela mesa […] (NASSAR, 2016, p. 50-51)

 

Cena do filme baseado no livro Lavoura arcaica (© Reprodução)

Cena do filme baseado no livro Lavoura arcaica (© Reprodução)

Em Um copo de cólera, quem ousa insurgir–se contra o poderio masculino ou fazer frente ao andocentrismo é a personagem feminina que vai até as últimas consequências na tentativa de se fazer ouvir, ter direito à fala para se defender da personagem masculina. Eles mantêm um relacionamento sob algumas convenções acertadas por ambos; isto não está explícito na novela, mas por efeito de sugestão – a constante presença da moça na casa do chacareiro – o leitor poderá deduzir os arranjos entre eles.

Um texto extremamente enxuto, mas de uma densidade exacerbada e excitante (no duplo sentido do termo); o casal relaciona-se sexualmente, conforme uma minuciosa descrição disposta no subcapítulo “Na cama” carregada de lirismo, imagens, metáforas. Após, advém uma discussão corriqueira sobre umas saúvas que destruíram a sebe da chácara da personagem masculina e o conflito aparentemente ordinário transformou-se numa guerra discursiva estrondosa entre os dois. O chacareiro começa a atacar a personagem feminina, evidenciando como nas relações de gênero a mulher é um ser inferiorizado, objetado e abjeto.

A personagem feminina é ridicularizada em sua profissão: “[…] ‘você aí, você aí’ eu disparei de supetão ‘você aí, sua jornalistinha de merda’ […]” (NASSAR, 2016, p. 240); em qualquer opinião que emita é extremamente execrada, pois o chacareiro acredita ser ela – uma mulher – um sujeito idiotizado: “[…] ‘não é você que vai me ensinar como se trata um empregado’ […]” (NASSAR, 2016, p. 236), ou ainda, “[…] ‘nunca te passou pela cabeça que tudo que você diz, e tudo que você vomita, é tudo coisa que você ouviu de orelhada […]” (NASSAR, 2016, p. 243-44).

O que endossa nosso pensamento sobre as relações de gênero – aqui precisamente violência de gênero – tem a ver com o que o homem-chacareiro pensa sobre a mulher-personagem feminina como um ser inferiorizado: “[…] fui pr’uma área em que ela se gabava como femeazinha livre, é ali que eu a pegaria […]” (NASSAR, 2016, p. 238), ademais: “[…] você só trepava como donzela, que sem minha alavanca você não é porra nenhuma, que eu tenho outra vida e outro peso […]” (NASSAR, 2016, 244). Nas palavras da personagem masculina, a mulher não é uma cidadã livre, tampouco pode circular democraticamente em todos os espaços sociais; é sempre inferior ao homem, inclusive sexualmente, pois a personagem nassariana exalta seu falo em detrimento da prática sexual da mulher; esta, como se observa, não tem o mesmo valor do homem que detém outro valor e outra vida melhores que os da mulher.

Para além da relação entre as personagens, Um copo representa o modo fascista/opressor como o chacareiro conduz tudo em seu patriarcado-chácara:
É visível como o chacareiro exerce seu poderio não apenas em relação à mulher (seja pela violência simbólica, física, de gênero), mas também com os trabalhadores, sujeitos silenciados diante do patrão, da possibilidade de desemprego, da falta de moradia, etc. Daí que dona Maria e o marido submetem-se aos desmandos e aos pequenos poderes (Foucault) da personagem masculina que se comporta como um ditador em relação àquelas pessoas que estão em seu entorno.

[…] bastou dona Mariana abrir a boca pr’eu desembestar “eu já disse que o horário daqui é das seis às quatro, depois disso eu não quero ver a senhora na casa, nem ele na minha frente, mas dentro desse horário eu não admito, a senhora está entendendo? e a senhora deve dizer isso ao seu marido, a senhora está me ouvindo” e o meu berro tinha força […] que a dona Maria não sabia o que fazer […] (NASSAR, 2016, P. 233).

Em Menina a caminho, livro de contos, uns bastante extensos, outros menos e um de apenas uma lauda. Nesses textos literários, as personagens buscam respostas para suas vidas fatigadas e engolidas pelos engendramentos sociais e os meandros da contingência; estão explicitamente a caminho, em busca de seus desejos e, para tal, precisam enfrentar a sociedade em suas microestruturas. Nesse sentido, cada conto, com um locus de enunciação distinto, representa um ambiente, onde as relações conflituosas entre as pessoas são bastante evidentes.

O conto de nome homônimo ao do livro narra a história de uma menina pobre, descalça, despenteada, suja – um corpo dissidente – que caminha pelas ruas de uma pequena cidade do interior e vivencia toda sorte de violência simbólica. Tem a missão de dar um recado de sua mãe ao dono do armazém, seu Américo, e ao fazê-lo: ‘“Puxa daqui, puxa já daqui, sua cadelinha encardida, já agora senão te enfio essa garrafa com fogo e tudo na bocetinha, e também na puta da tua mãe, e na puta daquela tua mãe…’” (NASSAR, 2016, p. 321).

Ao dar o recado da mãe a seu Américo, a protagonista do conto retorna para casa e presencia, entre todas as outras, a maior violência, a praticada por seu pai contra sua mãe que é severamente agredida com um chicote e xingamentos. No interior desses textos, os sujeitos ficcionais – Ana, de Lavoura; a personagem feminina de Um copo de cólera; mãe e filha, de Menina a caminho – são todos submetidos à violência masculina, ao patriarcado, onde o homem “recebe” poderes e privilégios sobre a mulher. Quero pensar, então, nessa perspectiva, num projeto est(ético) elaborado por Raduan Nassar que denuncia a violência contra a mulher, o proletário, o sujeito mais indefeso e mais frágil. Ademais, o escritor brasileiro dá voz a todos esses sujeitos, como uma forma de insurgência, que perturbam os ouvidos do leitor que se permite ouvir os narradores nassarianos.

“Reconheço só pelo arranque o carro dos que estão à minha caça, não aceitam que eu contrarie seus interesses” diz de modo intempestivo o jovem coletor, a voz firme, fazendo-se ouvir excepcionalmente naquela mesa. “Não cedi a eles, quando se apresentavam como amigos, quando se apresentavam como inimigos, não me vendi depois, quando se diziam realistas, tentam agora me difamar como inimigo. Se não me dobrar a essa chantagem, matam” diz o moço e se tranca (NASSAR, 2016, p. 376).

 

 

Em Obra completa, de Raduan Nassar, deparo-me com três textos, até então inéditos no Brasil, que compõem a “Safrinha” (os contos: O velho, escrito em 1958, publicado na França em 1998, em Des nouvelles du Brésil, 1945-1998; Monsenhores, escrito em 1958, sem referência de onde e quando fora publicado pela primeira vez; A corrente do esforço humano, ensaio escrito em 1981, publicado na Alemanha em 1987, em Lateinamerikaner über Europa, e de imediato percebo a continuação de um projeto estético: o trabalho profundo com as palavras, as imagens mais engenhosas, a temática perturbadora, a vida precária de determinadas personagens, a densidade enxuta que dão ao leitor a palavra exata/categórica, tal como já é sabido, por intermédio de seus textos anteriores.

Com o ensaio, não é diferente. Há quem diga que o texto do intelectual diverge do discurso do escritor, como se fosse possível desvencilhar um do outro. O texto crítico em que Nassar trata acerca da cultura brasileira e de como esta foi e continua subjugada pelos países hegemônicos está atravessado por uma construção poético-literária que em muitos momentos titubeio se estou diante de um texto ensaístico ou literário.

N’O velho, o leitor, num primeiro momento, tem a impressão de se deparar com a vida prosaica de um casal de idosos, dono de uma pensão, mas ao seguir os passos do narrador, dá-se conta de que um mistério toma conta de toda a narrativa ao qual ninguém tem acesso completo, mas pequenas pistas. Esse mistério está ligado a um advogado honesto e irrepreensível, hóspede na casa do casal, que trabalha na cidade e passa a receber chantagens não se sabe de quem nem por quê.

Tenho a impressão a partir desse excerto de estar diante de uma alegoria nacional – o Estado-nação e seu sistema operacional que ainda hoje é vigente: a sociedade encontra-se de algum modo acorrentada pelas práticas que engendram injustiças, desigualdades sociais, corrupção, eliminação dos sujeitos que não se enquadram. Para a filósofa Hannah Arendt (Sobre a violência, 2011), não é possível, hoje, lutar contra as engrenagens do Estado; este tem a seu favor um arsenal bélico de alta destruição e esmagaria qualquer grupo organizado que se insurgisse. Parece-me que o que resta é aceitação passiva dos desmandos aos quais os cidadãos estão submetidos, tal qual faz o velho do texto de Raduan: “O velho suspende a investigação […]” (NASSAR, 2016, p. 379). E: “O velho volta a sentar, descendo a mão espalmada pelo rosto, como se enxugasse o suor desde o alto da testa […] Mole, distenso, fecha os olhos. “Farras” murmura, e adormece (NASSAR, 2016, p. 381).

A personagem entende que seria uma perda de tempo se angustiar por algo que não pode resolver e se entrega ao embalo da vida corriqueira ao se dar conta de que o jovem incorruptível, por efeito de sugestão, entrega-se à sedução da moça que está em conluio com os inimigos chantagistas. Diante disso, as últimas palavras do narrador: “O velho não se perturba, não perde a serenidade de agora. Nada no seu semblante revela aflição […] Olha pro alto. O céu, como um fruto, está maduro. E há em tudo um clima silencioso de espera” (NASSAR, 2016, p. 382-83).

Em Monsenhores, também há uma clima de mistério instaurado diante da ordinariedade cotidiana de uma dona de casa, dona Ermínia, comadre de Luca e Lucila; esta amiga daquela desde os tempos do Curso Normal, dona de uma alegria contagiante e irreverente: “[…] foi então que sua imagem inteligente, petulante, desafiadora, me explodiu na memória, dizendo […] naquele seu jeito exuberante, cheia de rebeldia, nós não passamos de umas fêmeas menstruadas […]” (NASSAR, 2016, p. 397). O leitor, no entanto, ao adentrar a leitura, percebe que o cotidiano pode ser surpreendentemente modificado pelo que Lacan convencionou chamar, na psicanálise, de irrupção do Real.

Essa atmosfera de mistério não se parece à do conto anterior, pois não há algo a ser resolvido/solucionado. Embora o conto tenha apenas um parágrafo e as informações sejam dadas numa enxurrada verbal, a narradora-personagem-Ermínia faz uma série de digressões sobre sua vida: o marido, os filhos, as tarefas domésticas, o encontro que teve com Lucila há menos de vinte dias, protelando, assim, a informação sobre o que teria acontecido com sua amiga, causando no leitor um forte efeito de expectativa.

Nos momentos finais de Monsenhores, o espectador é surpreendido com a loucura de Lucila descrita por sua amiga nesses termos: “[…] fiquei olhando demoradamente pra ela na esperança de encontrar um ponto de luz naquele seu olhar embaçado que não me enxergava […] tive o pressentimento de que Lucila tinha entrado num túnel de onde não sairia nunca mais, se entregando a um fim sem volta […]” (NASSAR, 2016, p. 397). A narradora, no entanto, já havia cifrado anteriormente algumas informações acerca do que supostamente aconteceria com a amiga, na ocasião em que se encontraram aproximadamente vinte dias antes: já se encontrava calada, triste, alheia a tudo. “[…] disse ‘Lucila!’, mas ela nem me olhava, o rosto de fazer pena, e sem mais deixou a cozinha […] voltei a chamá-la, mas ela nem sequer ergueu os olhos, até que, daquele jeito desligada, saiu pra rua […] e eu, só pensando naquela esquisitice […] (NASSAR, 2016, p. 390).

A literatura nassariana mais que dar qualquer resposta põe uma série de perguntas que questionam o nosso ser alocado dentro de um espaço social e a maneira como este nos engendra: como é possível alguém em suas perfeitas faculdades físicas e mentais de repente entrar num surto de loucura? O que é possível fazer quando somos assolados por um quadro assim? E se de repente “eu” entrasse nesse mesmo túnel que Lucila?

Sem a menor dúvida, os colonizadores europeus poderiam realizar sua “tarefa histórica” sem maiores rodeios – a ferro e fogo – como efetivamente fizeram. Coube porém a intelectuais europeus, o que choca mas não surpreende, elaborar uma imagem dos povos que justificasse e legitimasse essa dominação, convertendo-a em “tarefa civilizatória” (NASSAR, 2016, p. 410).

O último texto de Raduan Nassar, em sua Obra completa, o ensaio A corrente do esforço humano, trata, entre outros, de nosso frágil–pejorativo pensamento sobre nós mesmos: frágil porque compramos, endossamos, aceitamos, difundimos ideias importadas sobre quem e como somos; pejorativo por acreditar que nossa cultura e os produtos que emergem dela (intelectuais ou materiais) são infinitamente inferiores em relação aos provenientes de outras geografias: aquelas hegemônicas, mais precisamente a Europa. Acreditamos (e lamentavelmente a academia também) que somos um povo indefinido por nossa hibridez, mestiçagem, mistura de raças/sangues e não nos atentamos que toda cultura é híbrida e, por seguinte, o povo alocado nela também o é: “[…] ainda hoje, apesar de mudanças de atitudes, brasileiros, inclusive letrados, continuam a interiorizar ideias colonialistas […]” (NASSAR, 2016, p. 412). A essa falta de reflexão, eu diria de senso, que Nassar nos chama a atenção – o europeu, por exemplo, é tão miscigenado como os latino-americanos. Vide a mistura de sangue que os habitantes da Península Ibérica – nossos colonizadores – sofreram antes de se tornarem o que são hoje. O dado interessante é que esses mesmos povos híbridos inventaram teorias acerca dos colonizados, inferiorizando-nos justamente por esse rasgo de miscigenação.

Essas proposições ensaísticas nassarianas dariam para jogar um pouco de luz sobre seus próprios textos literários, em menor escala, claro, por se tratar de discursos com microestruturas sociais. Nassar, ao se insurgir contra o poderio dos países hegemônicos e o pensamento deles que nos subjuga, nos coloca num espaço inferior, nos escraviza, ridiculariza nossa produção cultural, intelectual, industrial, faz com que suas personagens se insurjam também contra: a “ordem” patriarcal, severa, castradora, despótica perpetrada por Iohána, em Lavoura arcaica; o machismo, a violência de gênero, física, simbólica, a submissão/valoração do homem sobre a mulher, a androgenia, o andocentrismo, no qual as personagens do conto “Menina a caminho” – mãe e filha –, a personagem feminina de Um copo de cólera e Ana, de Lavoura estão submetidas; as arbitrariedades políticas as quais a sociedade brasileira enfrenta, conforme se observa em O velho; o rechaço às dissidências de sujeitos desenquadrados socialmente, como os loucos, por exemplo, do qual Monsenhores nos dá um exemplo carregado de poesia.

Raduan Nassar ao longo de todos os seus textos (literários ou não) demonstra uma fidelidade com sua escrita num projeto est(ético) que está para além das convenções e paradigmas exigidos por certos membros da crítica literária vigente. Sua literatura, grosso modo, põe um espelho imenso em nossa frente e grita: “veja quem você é!” Espero que outras obras surjam e nos tomem de assalto, nos desestabilizem, nos façam ouvir outras vozes, sentir outros cheiros, enxergar outras cores, como essas dispostas em Obra completa.

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Flávio Adriano Nantes Nunes é doutorando do Programa de Pós-graduação em Letras, na área de Teoria e Estudos Literários, da Unesp de São José do Rio Preto, e professor assistente da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS/CCHS).

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